Zoroatrismo

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O Zoroastrismo ou Mazdeísmo é uma religião monoteísta fundada na Pérsia por Zaratustra, a quem os Gregos chamaram Zoroastro. Buscando sua origem ainda mais remota, Zoroastro (Zeroashta) quer dizer: "semente da mulher". Também pode ser denominado "Nino", (daí a corruptela da "canção de ninar", que quer dizer: fazer dormir a criança), "Nini", "Nemrod", "Gilgamesh", "Merodak" e "Chifroid". De Nini, temos o nome de Nínive, por ele fundada e que foi a sede do culto de Ishtar, na Assíria e na Babilônia. No culto caldaico era a Astarote bíblica, dando origem ao culto de Amon, no Egito, durante o domíínio babilônico, no reinado de Semíramis.
A religião Persa pré-Zaratustra, apresentava semelhanças com a da Índia Védica. Era uma religião politeísta, cujas características básicas eram a prática do sacrifício de animais e o consumo de uma bebida com propriedades alucinógenas, o haoma. Muito mais do que o fundador de uma nova religião, Zaratustra foi antes um reformador das práticas religiosas indo-iranianas. Ele propôs uma mudança no panteão dominante que ia no sentido do monoteísmo e do dualismo. Na antiga religião indo-iraniana, os deuses encontravam-se divididos em duas classes, ambas positivas: os ahuras ("senhores") e os daivas ("deuses"). Na perspectiva de Zaratustra, os ahuras são vistos como seres que escolheram o bem e os daivas o mal. Zaratustra elevaria Ahura Mazda ("Senhor Sábio") ao estatuto de divindade suprema, criadora do mundo e única digna de adoração.
Dois princípios fundamentais regem o sistema de crenças desta religião: a existência de Deus e do Diabo e a volta do Paraíso à Terra. Ahura Mazda é a deidade suprema, criador de todas as coisas boas, enquanto Ahriman é o princípio destrutivo que rege a ganância, a fúria e as trevas; a bondade irá triunfar; os mortos ressuscitarão. Os zoroastrianos acreditam que Zaratustra é um profeta de Deus, mas este não é alvo de particular veneração. Eles acreditam que através dos seus ensinamentos os seres humanos podem aproximar-se de Deus e da ordem natural marcada pelo bem e justiça (asha). De acordo com os Gathas, após a morte, cada alma é julgada na "Ponte de Cinvat". Os que seguem a Verdade chegam ao Paraíso; quem segue a Mentira, cai no Inferno.
O Zoroastrismo não determina que os membros devam realizar um número obrigatório de orações por dia. Os zoroastrianos podem decidir quando e onde desejam orar. A maioria dos zoroastrianos reza várias vezes por dia, invocando a grandeza de Ahura Mazda. As orações são feitas perante uma chama de fogo, fato que conduziu à idéia errada, por parte de pessoas exteriores à religião, que os zoroastrianos seriam adoradores de fogo. O fogo é apenas um símbolo da sabedoria e luz divina de Ahura Mazda, e não é adorado em si mesmo.
As comunidades zoroastrianas atuais regem-se por três calendários diferentes: o Fasli (usado pelos Zoroastrianos Iranianos e alguns Parses), o Shahanshahi (usado pela maioria dos Parses) e o Qadimi (este último o menos utilizado de todos), o que significa que as festas religiosas podem ser celebradas em diferentes dias. Nestes calendários cada mês e cada dia do mês recebe o nome de um Amesha Spenta ou de um Yazata.
O Zoroastrismo conta atualmente com cerca de 18.000 seguidores somente no Irã. A comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os Parses e os Zoroastrianos Iranianos. Para além destes existem também ocidentais convertidos à religião. Na Índia os Parses são reconhecidos pelas suas contribuições à sociedade no domínio econômico, educativo e caritativo. Muitos vivem em Bombaim e têm tendência para praticar a endogamia, desencorajando o proselitismo religioso. Vêem a sua fé como étnica. Em geral os Zoroastrianos Iranianos mostram-se mais abertos a aceitar conversões. Concentram-se nas cidades de Teerã, Yazd e Kerman. Falam uma variante da língua persa, o Dari (diferente do Dari falado no Afeganistão). |